RADIOTERAPIA - OSTEORRADIONECROSE (ORN)
As neoplasias (tumores) bucais malignas estão entre os mais incidentes no mundo, segundo o Ministério da Saúde.
Esses tumores podem ser tratados por cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. São associados ou isolados lembrando que podem ser radicais ou conservadores (paliativos).
A radioterapia destrói as células neoplásicas e as sadias. Quanto mais rápida a multiplicação celular , mais suscetível estará aos efeitos da radiação.
Apesar dos benefícios que a radioterapia proporciona, também provoca alguns efeitos colaterais como: alterações de pele, mucosas, dentes, glândulas salivares e osso. Os sintomas são: boca seca, inflamação da mucosa, alterações no paladar, trismo, cáries, periodontite, osteorradionecrose, entre outros.
A ORN, é uma das complicações no tratamento de tumores de cabeça e pescoço. Altas doses de radiação podem destruir células ósseas. É caracterizada por uma seqüência de radiação e formação de um tecido pouco vascularizado, poucas células e baixa oxigenação, com conseqüente rompimento da mucosa, resultante em um processo não cicatrizante. Com isso, ocorre uma exposição óssea, necrosante e contaminada.
Os tratamentos podem ser cirúrgicos em fase aguda e refratária à terapia não conservadora em casos de fase crônica. Pode ser citada como terapia conservadora a oxigenação hiperbárica, embora de difícil aplicação e alto custo.
Dr. José Américo Bottino Junior, cirurgião-dentista, especialista em periodontia.


